” Liberdade é apenas mais uma palavra para definir a situação de quem não tem mais nada a perder. “
Você cospe charme. Você rela em mim dum jeito. Você mostra os dentes pra fotografias que finjo ignorar. Você diz e diz o quanto eu isso ou aquilo. Você não pontua as frases e isso me atormenta. Você ajeita a gola da camiseta como se sufocado. Por mim. Porque eu sou dessas que. Comigo nada é mais ou menos. Você se desculpa. Seu olhar tem mira. Seu olhar é tática e mel. Eu posso te esculpir em mais linhas. Um parágrafo sobre a maneira como você anda. Desajeitado e leve. Mas isso te devolveria a um palco. E enjoei de ser platéia. O foco não te persegue mais quando você chega e eu já estou. E também essas noites sonhei outras histórias. Olhei pra um isqueiro e até me esqueci que você tem fumado. Não pensei em te escrever durante um bar, na companhia de celular e amigos. Como se me tivessem devolvido, depois de mil madrugadas. Como se a embriaguez tivesse pedido as contas e, hoje, nem ressaca. Nem fome. Nem saudade com gosto de cabo de guarda-chuva. Mas o jeito como suas mãos me cercam, apesar de tudo. E o jeito como ficamos abraçados naquela manhã depois de. E o jeito como você se despede, a única coisa que você pontua. E como eu fico quando tudo acaba. Quando a porta bate. E eu sobrevivo. Mas falar em sobrevivência te finca num altar. Tapo o ouvido. Aqui o seu nome não entra. E a foto que encontro de castigo em alguma caixa de sapatos velha. E sempre aparece alguém dizendo que você estava e fez e falou. Eu mando pra debaixo do tapete. E vem outro porta-voz das suas frases sem pontos. Você pausa ou pergunta? Exclama ou explica? Você não recorre à histeria das letras maiúsculas e isso pra mim é insensibilidade. É desprezo pelo que me escreve. Eu nunca entendi. Mas agora é daquelas matérias que pulo os olhos. Daquelas estrelas apagadas que você mal nota quando é noite limpa. E então você aparece no meu telefone. E atender seria assumir a sua importância. Deixo tocar. Mas a sua voz rouca e sussurrada. E um emaranhado de desdém e vulnerabilidade atacando o meu estômago. Você pretende morrer quando? A vida existe apesar de nós. O mundo também sorri quando você falta. Eu descobri que há tristeza por outras causas. Que dá pra decorar a casa, sem pensar por que nunca ocupamos um porta-retrato. Que eu consigo visitar aquela rua por onde onde passávamos, sem enquadrar a nossa janela. Acontece que o jeito como você esfrega os pés nos meus pode trincar o meu disfarce. Mas relatar tudo isso seria.
Peço a Deus de presente de aniversário mais amor na vida das pessoas, mais simplicidade, humildade, solidariedade. Deus se o Senhor não puder fazer esse meu pedido, então transforma o meu coração, isento de todo amor assim como as outras pessoas no mundo. Obrigada!
Você foi o maior dos meus casos
De todos os abraços o que eu nunca esqueci
Você foi dos amores que eu tive
O mais complicado e o mais simples pra mim.
Você foi o melhor dos meus erros
A mais estranha história que alguém já escreveu
E é por essas e outras que a minha saudade
Faz lembrar de tudo outra vez.
Você foi a mentira sincera
Brincadeira mais séria que me aconteceu
Você foi o caso mais antigo
O amor mais amigo que me apareceu
Das lembranças que eu trago na vida
Você é a saudade que eu gosto de ter
Só assim sinto você bem perto de mim outra vez.
Esqueci de tentar te esquecer
Resolvi te querer por querer
Decidi te lembrar quantas vezes eu tenha vontade
Sem nada perder.
Você foi toda a felicidade
Você foi a maldade que só me fez bem
Você foi o melhor dos meus planos
E o pior dos enganos que eu pude fazer
Das lembranças que eu trago na vida
Você é a saudade que eu gosto de ter
Só assim sinto você bem perto de mim outra vez.
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BLOG PERFEITO PRA QUEM QUER DICAS DE MODA!
Alice danou: _ Creio que poderiam fazer coisa melhor do que matar o tempo propondo charadas que não tem solução - disse em tom irônico.
_ Se você conhecesse o Tempo tão bem como eu, não falaria em perder tempo. O Tempo é o tempo.
_ Não sei o que quer dizer com isso…
_ Naturalmente que não sabe - disse o Chapeleiro. _ Estou certo de que você jamais falou com o Tempo.
_ É possível - retrucou Alice. _ Mas em minhas lições de música costumo marcar o tempo… assim, batendo compasso.
_ Compreendo. Naturalmente, de tanto bater o compasso você fez que o Tempo se magoasse, e está ele agora de mal com você.
Alice no País das Maravilhas.

